terça-feira, 30 de setembro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
Resposta ao comentário - Emigração vs Imigração: - Duas faces da mesma moeda


sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Fernando Nobre, Presidente da AMI - Um homem nobre!
CITAÇÕES
«Pessoalmente, acredito que todos nascemos com alguns pressupostos e, depois, ao longo da vida, vamos sendo marcados por um caminhar que fazemos».
«Somos todos fruto do acaso mas também determinamos o nosso destino».
«Há coisas que já percebi e outras não. Há uma essencial - o ser humano anda à procura de alguém a quem amar. de ter uma vida digna, ver os filhos crescer com saúde e viver em paz. Depois há uma pequena minoria que anda neste mundo em busca de poder e que, em nome disso, está disposta a tudo. Quanto a mim», são mecanismos cerebrais desviados».
«Entrámos no século XXI, mas lemos A República, de Platão, e percebemos que, em dois mil anos, o que aprendemos foi nada. Sem dúvida que vivemos melhor do que Luís XIV mas, em termos de inteligência, os espíritos luminosos da humanidade não conseguiram frutificar o seu exemplo».
«Penso que no nosso país temos demasiada cátedra - em Bruxelas eu era "apenas" o Sr. Nobre [...] A única vez em que fomos um país interventivo no panorama internacional foi sob a liderança de um homem extraordinário: o rei D. João II, que morreu aos quarenta anos, mas foi o nosso grande estadista. Depois dele (morreu em 1495) passámos a viver em regime de masturbação mental».
«Não sei se não vou acabar a minha vida a comer um prato de sopa. Penso muitas vezes nesse grande homem que foi Aristides de Sousa Mendes (cônsul de Portugal em Bordéus, à data da invasão da França, pelas tropas alemãs, na Primavera de 1940). Para defender os judeus na Segunda Guerra Mundial, morreu pobre e abandonado, a queimar móveis para se defender do frio. [....] Também já vi na ex-Jugoslávia cirurgiões cardíacos a viverem na rua. Se isso acontecer, espero encontrar um centro como o da AMI».
«Acho que tenho capacidade para ajudar alguém. Uma das minhas maiores preocupações é ir a um dos centros da AMI que já estão a trabalhar no nosso país a fornecer mais de mil almoços por dia. Mas há momentos em que penso que podia estar a tirar próstatas e rins, a ganhar umas massas e ir de férias. Não tenho nenhum cartão partidário nem quero ter [...] Nos hospitais em Bruxelas cheguei a fazer muitos bancos seguidos, de tal maneira que a minha primeira mulher levava ao hospital os meus filhos (ele com dois anos e ela com meses) para que eu os visse».
«Já tive vontade de responder à violência. Digo muitas vezes que isto só se resolve com metralhadora e confesso que tenho uma certa admiração pelo meu colega de profissão, Che Guevara. Nunca matei - espero nunca matar - , mas talvez fosse capaz disso se estivessem em causa coisas essenciais como a liberdade ou a segurança daqueles que amo. Quando vamos ao Chade, país produtor de petróleo com oitenta quilómetros de área, e percebemos que há tanta pobreza, o que podemos sentir? Na Palestina contrói-se um muro que separa famílias. Se para os visitar tivesse de ultrapassar várias barreiras, não sei quantas humilhações, não sei se não pegaria numa metralhadora. Se eu tivesse sido judeu no gueto de Varsóvia, não teria pegado numa arma para me defender?. É morrer ou matar. Os grandes pecados são a indiferença, a intolerância, o egoísmo feroz».
«Para apontar o dedo a um grande sacana que visse na rua, seria precisa imensa coragem porque as redes de poderosos estão muito bem estruturadas. Estamos numa sociedade que, como dizia o meu amigo Sá Machado, se parece com uma sala cheia de fezes em que toda a gente está em bicos de pés para manter a cabeça de fora».
«A ONU tem virtualidades e pontos fracos. As minhas criticas vão no sentido de algumas nomeações, a partir de determinado cargo, serem da responsabilidade de uma única grande potência [...] quando vejo uma casa no Ruanda ser paga a dez mil dólares mensais, quando vejo as mordomias atribuídas aos altos dignitários destas organizações, fico indignado. Há dramas que só foram possíveis porque a ONU não pôde ou não quis actuar [....] nos últimos anos, no Zaire, actual República do Congo, terão morrido cinco a sete milhões de pessoas na indiferença total. As Nações Unidas são o que os Estados querem que ela seja. O FMI é um país com direito de veto e ponto final».
«No Ruanda ou no Zaire houve casos gravíssimos. O que aconteceu ao povo angolano também é um escândalo. Mas não tenhamos dúvidas: para o Ocidente, morrerem dez milhões de negros representa o mesmo do que se morressem dez milhões de moscas».
VALADA - ESPAÇO DE BELEZA E TRADIÇÃO RURAL E PISCATÓRIA
Valada é uma das oito freguesias do Concelho do Cartaxo, sendo também uma das mais antigas. Segundo os historiadores foram os romanos os primeiros agricultores dos campos de Valada, no entanto, é durante o domínio árabe que aparecem os primeiros documentos fazendo referencia aos seus territórios úberos e ricos.
Com uma superficie de 42,3 km2 e tendo uma população apróximada de 1.200 habitantes, esta freguesia é composta pelas povoações de Porto de Muge, Reguengo e Palhota, para além da sede de freguesia que é Valada.
Valada tem como principal riqueza a agricultura, pois nos seus campos cultiva-se tomate, girassol, milho, trigo, melão e vinha. Desde tempos remotos e até hà poucos anos, também a pesca do sável teve um peso importante nesta freguesia.
O ex-libris da Freguesia é o rio Tejo, com o seu espaço envolvente de grande beleza, a sua praia fluvial, fluvina (marina), parque de merendas, etc. o que a torna um lugar de encontro, por excelência, dos forasteiros que a visitam.
Como património, Valada orgulha-se da sua igreja, datada do ano de 1211, no reinado de D. Afonso II. Perdendo parte da sua beleza, após a restauração executada em 1962, tendo como padroeira a Nossa Senhora da Expectação do Ó.
Em Porto de Muge existe a ponte D. Amélia, notavel obra de engenharia, inaugurada em 14 de Janeiro de 1904 por Sua Magestade o Rei D. Carlos. Esta ponte construida para o tráfego ferroviário, foi entretanto remodelada e adaptada para o tráfego rodoviário, fazendo a ligação das duas margens do rio, entre Porto de Muge e Muge.
A Palhota é uma aldeia tipica de pescadores, construida com casas de madeira, tipo palafitas, cuja origem se perde no tempo. Nesta aldeia chegou a viver Alves Redol, o grande escritor português que muito escreveu acerca do Tejo e das suas gentes.
Nas artes e no desporto, destaca-se o ciclista Alfredo Trindade, natural desta localidade, vencedor por duas vezes voltas da Portugal e também os cavaleiros tauromáquicos Dr. Fernando Salgueiro, o seu neto João Salgueiro e seu bisneto João Salgueiro da Costa.
Alguns dos desportos praticados no Tejo são a motonáutica, hoovercraft e canoagem, sendo ainda comum uma consideravel afluência de barcos de recreio que fundeiam ou atracam na sua fluvina, desfrutando desta beleza natural.
O clube local é o Ribatejano Futebol Clube Valadadense, detentor de um magnifico campo relvado e que milita nos campeonatos do INATEL.
Valada é um local de eleição para muitos veraneantes que se deliciam com tudo o que ela lhes tem para oferecer, sendo por isso constantes as romarias. Tem como festas tradicionais ou eventos regulares; a festa anual, a tradicional Quinta-Feira de Ascenção (espiga), o kilómetro de Valada, prova de carros antigos e provas de motonáutica a contar para o campeonato nacional da modalidade.
Destaca-se como sua especialidade gastronómica, o ensopado de enguias e o torricado.
UM LOCAL A VISITAR!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
VALADA - TODOS À FESTA
Espaço jovem com som a cargo de DJ Tiago M
Serviço de almoços
-15h00:
Actividades Infantis + Idosos
(ATL e Centro de Dia)
-16h00:
Realização de peddy paper
-20h00:
Serviço de jantares
-22h00:
Espetáculo musical/baile com o grupo HEXÁGONO
-03H00:
Espaço jovem com som a cargo de DJ Tiago M
05 de Outubro ( domingo)
-09h30:
Missa em memória de sócios e atletas falecidos
-11h00:
Deslocação ao cemitério de Valada para colocação de uma coroa de flores em homenagem aos sócios falecidos do RFCV
-12h30:
Serviço de almoços
-15h00:
-Inauguração do relvado com Banda Filarmónica
-16h00:
Jogo de Futebol Campeonato Distrital do Inatel - RFCV vs Lapa
-19h00:
Homenagem aos 20 sócios mais antigos
-22h00:
Grandioso baile com actuação do duo HP+
-02h00:
Encerramento da festa
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
EMIGRAÇÃO vs IMIGRAÇÃO; - DUAS FACES DA MESMA MOEDA

Incomoda-me por uma questão de lucidez, de coerência e, sobretudo, porque sendo nós um país com um razoável historial emigratório cumpre-nos a obrigação moral de atentar neste facto e fazer uma analise consentânea com esta realidade que emerge de um mundo cada vez mais global e que nós portugueses, outras razões não houvessem para justificar o que escrevo, aceitámos quando ratificámos através de sufrágio a nossa adesão à Comunidade Europeia, para o bem e para o mal, na qual se consigna a abolição das fronteiras e a consequente livre circulação de pessoas e bens.
Incomoda-me a nossa curta memória que nos impossibilita de recuar à década de 60 e 70 que foi marcada por um êxodo inexorável, cujo abrandamento só se veio a verificar na década de 80, tendo a emigração caído para os valores mais baixos desde então. Este facto ficou a dever-se a um progresso que se registava, mas que foi sol de pouca dura e inverteu esta tendência, motivando que a partir da década de 90 se começasse a assistir a um crescendo de emigrações, a que já estávamos habituados, e a um fluxo imigratório que consistiu numa novidade para nós, mais acostumados a servir do que a ser servidos.
No passado ano verificou-se uma duplicação de residentes que abandonaram o país; qualquer coisa como 27 milhares contra os treze de 2006, atingindo um aumento na ordem dos 111%. A crise na economia impulsiona a que muitos portugueses procurem países com um crescimento superior ao de Portugal e onde escasseie a mão-de-obra com alguma qualificação, sendo os países preferenciais; - Espanha, Luxemburgo, Suiça, Bélgica e Alemanha, sendo os outros países de eleição dos portugueses, França, Reino Unido, Andorra e Angola, tendo sido estimado que neste ultimo se encontravam em Julho passado mais de 60.000. Da mesma forma os imigrantes, na sua maioria provenientes do Brasil, Leste Europeu e Cabo Verde aportam a Portugal e as outros países da Europa, com as mesmas expectativas que a nós nos leva a partir; melhorar as condições de vida que lhes são sonegadas pelos seus países de origem.
Poderia deter-me por longo tempo, socorrendo-me de um manancial de dados estatísticos do I.N.E. Instituto Nacional de Estatística), Eurostat (Organismo de estatística europeu) e da O.C.D.E. (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e demonstrar o que representa esta balança entre os que entram e saem e as suas motivações socio-económicas e mesmo politicas. Mas o que pretendo é demonstrar algo mais do que este afã transfronteiriço e transcontinental, quando ele ultrapassa as raias da normalidade e se traduz no “import/export” dos piores de todos nós, que existem em todos os cantos do mundo, que não é crível estancar e cujo controlo não é fácil.
Em todos povos existe gente boa e má, naturalmente, e admito e preconizo que o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras) e todas as suas congéneres doutros países tenham o maior rigor na vigilância das entradas, na analise e subsequente concessão de autorizações de estadia.
Incomoda-me e incomoda-me seriamente que os portugueses quando cometem um delito, a comunicação social se refira a que “um homem de 40 anos, assaltou….”, E mudem de estilo quando se trata de estrangeiros, passando estes a ser simplesmente africanos, brasileiros ou ucranianos, como se estes não sejam homens e os delitos tenham outro cariz, cometendo assim uma das piores formas de descriminação, que é feita em função da origem étnica.
Devo recordar que segundo o Instituto Europeu para a Prevenção e Controlo do Crime (SECP), cerca de 1.800 portugueses se encontram detidos em cadeias de 46 países (só no Brasil são 84) o que bem demonstra que lá fora também temos o nosso pior escol criminal. Mas se é totalmente incongruente que por esta razão, a que não ouso chamar simples, todos portugueses que se encontram além fronteiras fossem tomados pela mesma bitola, com consequências morais e físicas que daí poderiam advir, não deixa de ser menos preocupante o vício que se está apossando de nós, com o grave risco de se tornar endémico, olhando de soslaio a todos os que não tenham nascido no luso berço.
Incomoda-me, ainda que compreenda as preocupações do cidadão comum, que este seja intoxicado pelas mais sombrias posições xenófobas que por aí grassam, eivada de ódio por uns quantos mentecaptos e marginais, que servem intencionalmente fins menos confessos e que nunca serão capazes de distinguir uma ARVORE, DA FLORESTA.
sábado, 13 de setembro de 2008
EMIDIO RANGEL, O PALHAÇO RICO

Emídio Rangel é jornalista e, como tal, devia observar o princípio deontológico da imparcialidade quando emite, com todo o direito, as suas opiniões. O que não deverá fazer é uma colagem explícita ao partido do governo e ao governo, não lhe tendo lido, nunca, uma única crónica em que apontasse o dedo aos muitos erros já cometidos pelo governo de Sócrates, saindo sempre em sua defesa como se este seja intangível.
Rangel tem todo o direito de ser simpatizante do P.S. e consequentemente deste governo. Pode e deve fazer as críticas que entender aos partidos, aos seus dirigentes e às acções destes. O que não pode (até parece que pode) é tentar manipular a opinião pública, aproveitando-se da sua profissão, sem que tenha a coragem de assumir publicamente as suas simpatias, e vir encapotadamente dar “umas mãozinhas” ao P.S. neste período que se pode considerar desde já, de pré-eleitoral.
Na edição de hoje do referido matutino, Rangel puxou as orelhas à “Tia Manuela” e posso mesmo concordar com ele nalguns passos da sua crónica. O discurso de Manuela Ferreira Leite foi realmente pobre e, estou convencido, não ter ido ao encontro dos que as bases e o eleitorado P.S.D. esperavam. Saliente-se no entanto que este é um problema interno do P.S.D. que se vê confrontado com a sua incapacidade de ser uma oposição credível a Sócrates e, a continuar nesta senda, muito menos poderá alimentar aspirações de ser alternativa nas próximas eleições.
Rangel chega mesmo ao ponto de dizer que Manuela Leite, com as suas declarações, o levou até ao vómito, mas exime de imediato o governo das suas culpas na segurança, da situação caótica da economia, das reformas no ensino, etc., etc., como se este esteja incólume das suas acções e mereça um aplauso geral.
Mais grave, Rangel insinua que «é preciso ter muita “lata” para continuadamente agir assim, deixando nas entrelinhas que a linha politica do P.S.D. tem a aprovação do Presidente da Republica» o que só contribui para empolar tendenciosamente as relações institucionais entre estes dois órgãos, já de si enfraquecidas pelos acontecimentos dos últimos tempos.
Rangel diz, e diz muito bem, que «os portugueses devem, com muito pragmatismo, verificar quem tem propostas, soluções, capacidade de agir, mesmo em períodos turbulentos como o que se está a viver». E a verdade reside em que os portugueses devem ponderar seriamente nas suas vidas que dependem dos seus actos e se o fizerem com toda a consciência, olhando para trás e fazendo um balanço de 34 anos de democracia, facilmente concluirão da falência dos partidos políticos e quem sabe não optarão pelo advento do voto em branco.
Rangel remata mesmo para fora quando falaciosamente afirma: «nenhuma culpa pode ser assacada ao Governo português, que foi apanhado por um “tsunami” que também cortou as pernas a países mais ricos e poderosos como a Espanha, a Grã-Bretanha, A França e a Alemanha» terminando com este desabafo; - «cheque em branco, não obrigado». Mas onde anda a cabeça de Rangel e o que nos pretende dizer com esta comparação acéfala, quando cita países com uma economia musculada, com uma organização politica assente no desenvolvimento social e portanto mais bem preparados para sair desta instabilidade internacional? Passou-lhe ao lado o facto de estarmos na cauda da Europa por culpa das governações desastrosas que temos tido, em que é sempre um “fartar vilania”, tendo sido ultrapassados rapidamente pelos países do leste europeu? Acorde e veja se consegue ver este país como o vêem a maioria; - os que sofrem e que talvez tenham algo em comum consigo: CHEQUE EM BRANCO, NÃO OBRIGADO!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
ORA AGORA FALAS TU, ORA AGORA FALO EU (2)

O QUE EU PENSO É QUE Portugal tem um grande potencial no sector do turismo, parecendo até que o sol é das poucas coisas que temos para vender, apesar de sempre o termos vendido tão mal; - refiro-me à falta de um aproveitamento sustentado dessa benesse e á anarquia que sempre se tem verificado no sector com o beneplácito do Ministério do Ambiente, de outros ministérios aos quais compete regulamentar e das autarquias que licenciam, concedendo facilitismos que tão bem conhecemos, todos eles fechando os olhos ás situações mais aberrantes em termos ambientais e dos seus impactes.
Belmiro de Azevedo investiu ali 230 milhões de euros e não é esta questão que me trás a fazer esta abordagem, até porque as expectativas, segundos os promotores, é a criação de 5.000 postos de trabalho directos e 10.000 indirectos, o que me parece ser excelente para a região.
Há, no entanto, algo que não pude deixar de registar e consequentemente ironizar: Portugal está mal? – Está, ninguém duvida! Só que, curiosamente, não está mal para todos e a prová-lo está que a aquisição de 50% das vendas já efectuadas foi feita por portugueses. Mas que portugueses? Claro, só pode ser os de 1ª, porque muitos dos outros o dinheiro não lhes chega nem para pagar a prestação do crédito à habitação.
O QUE SE DISSE FOI QUE Um recluso evadiu-se da cadeia de Pinheiro da Cruz, onde cumpria pena por furto qualificado. No passado sábado a GNR alertada, deteve o evadido, depois deste se ter despistado com um carro roubado. Presente ao Tribunal de Lagos por aquela força policial, o Juiz determinou a sua libertação por, após a sua evasão de Pinheiro da Cruz, não ter sido ainda emitido o respectivo mandado de captura.
O QUE EU PENSO É QUE Esta situação tem tanto de insólito que quase seria capaz de não acreditar na sua autenticidade. Mas acredito!
Como é possível, detectada a fuga daquele estabelecimento prisional, não serem accionados todos os mecanismos para a sua detenção, tendo ainda por cima, pasme-se, sido esquecida a emissão do necessário mandado de captura. Mas a minha estupefacção não se fica por aqui e pergunto com a maior ingenuidade; - estando o recluso perante o Juiz e sabendo este da situação, não tem poderes que lhe permitam manter a detenção até à passagem do mandado, que presumo só pode ser passado por um juiz?
Nesta situação já estou a ver o "libertado" com todas as calmas deste mundo a sair do Tribunal e a roubar o primeiro carro que encontrou, enquanto os agentes dentro da viatura que regressava ao posto, se limitaram a assobiar para o lado e encolher os ombros depois da frustração que acabavam de sentir.
E depois que nos venha o Ministro da Justiça falar de segurança. Qual segurança?
domingo, 7 de setembro de 2008
ORA AGORA FALAS TU, ORA AGORA FALO EU.

Entretanto, o primeiro-ministro, havia considerado, em Bruxelas, que a haver problemas com a emissão de vistos a jornalistas portugueses seriam apenas decorrentes de atraso. «Esperemos que seja apenas isso» referiu, acrescentando ser «muito exagerado fazer-se um julgamento que vai no sentido do bloqueio». O primeiro-ministro considerou ainda ser « muito importante para Angola que haja uma ampla cobertura jornalística do escrutínio de sexta-feira»…..
E O QUE EU PENSO É QUE Nada do que se possa dizer sobre isto vem acrescentar o que quer que seja aquilo que sabemos ser a prática dos regimes totalitários, ainda que tentem vestir uma roupagem democrática. Curioso, curioso, é que José Sócrates afirme ser tudo um exagero dos media, mas outra coisa não se podia esperar de quem, numa visita de 24 horas a Luanda, brindou o governo de José Eduardo dos Santos com este mimo. «Quero que o governo de Angola, saiba que […] temos confiança no governo angolano e no trabalho que tem desenvolvido». Está tudo dito!

E O QUE EU PENSO QUE É por estas e por muitas outras coisas semelhantes que sou agnóstico. Se Sarah Palin se convenceu e pretende convencer-nos de que a guerra do Iraque é uma missão de Deus, então é porque acredita que George Bush é Deus. Só resta saber se não terá agora John MacCaine por Jesus Cristo e ela própria se convença que é Maria Madalena.
Ainda sobre esta “missão” esqueceu-se de referir as figuras, já agora bíblicas, de Blair, Aznar e Barroso, que estiveram com Ele nos Açores aquando da ultima “CENA” d.C. e que antecedeu a invasão do Iraque.
Sinceramente que esta religião não me convence!

Tendo o Ministério Publico recorrido da sentença, Pedroso diz que este utilizou «pequenos truques» e acrescenta «não estar surpreendido com a decisão do recurso».
Mas este assunto vem na sequência do famigerado caso “Casa Pia”, que já fez correr muita tinta mas parece que ainda não a suficiente, para o esclarecimento total da verdade. E de Paulo Pedroso subsistirá sempre a duvida uma vez que não foi pronunciado.
Se eu acreditasse minimamente que o resultado final do julgamento do caso “Casa Pia”. Cujas alegações finais estão para breve, aproximando-o do fim, fosse a efectiva condenação dos arguidos. Se eu acreditar que Pedroso é “inocente” só porque ganhou, até ver, esta causa. Se eu acreditar nisto, será fácil acreditar em qualquer coisa. Mas há uma coisa em que realmente acredito e tenho-o afirmado desde o inicio deste triste e dramático caso; - quem tem levado com todo o odioso tem sido o Carlos Silvino, que deverá obviamente responder e pagar por todos os delitos cometidos e estamos cá para ver o que vai acontecer aos restantes, porque o que me preocupa substancialmente é que este caso não acabe com as vitimas serem presas, não tendo estes naturalmente condições para interpor acções para tentar receber indemnizações, nem que seja só de 1 euro, para salvar a sua honra.
NOTA:
….”Ora agora falas tu, ora agora falo eu” passará a ser uma rubrica de periodicidade regular e publicada a qualquer momento.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
ELEIÇÕES EM ANGOLA. SERÁ QUE ALGUMA COISA VAI MUDAR?

Mais não se pode esperar de José Eduardo dos Santos, ainda que este tenha dito, nas suas intervenções da campanha que Angola é de todos os angolanos e que serão afastados do centro do poder todos aqueles que defendem interesses pessoais e particulares. Este tipo de declarações já não convence quase ninguém, mas terá inevitavelmente o seu efeito perverso numa franja considerável de eleitores que pela sua iliteracia e medo votarão, favorecendo o partido que governa há 33 anos.
Dos Santos é um dos homens mais ricos do mundo e o seu povo um dos mais pobres, ainda que o crescimento do PIB se tenha aproximado dos 20% em 2007.
Como se pode acreditar em Dos Santos quando se sabe como tão bem distribui o poder pelos seus familiares; a sua filha Isabel dos Santos é detentora de uma fortuna considerável …sabe-se que controla uma boa parte de acções da P.T., que é dona da empresa “Urbana 2000” que tem um contrato de leão no valor de 10 milhões de dólares anuais para fazer a limpeza e o saneamento da cidade de Luanda. Detém 25% do B.I.C. – Banco Internacional de Crédito, a empresa de telemóveis “Unitel”, uma empresa de móveis em Portugal, empresas ligadas à exploração de diamantes e à hotelaria, tanto em Angola como em Portugal…De onde surge este portentoso poder económico?
Não se acredita que Dos Santos alguma vez mexa nos enormes privilégios que concede à família, aos seus generais, aos altos quadros do partido e a outros seus apaniguados.
Falta quase tudo em Angola e a vida de luxo na sua capital, uma cidade de altos contrastes sociais, é apanágio de alguns a quem nada falta; lojas de reputadas marcas internacionais, só permitidas a uma elite que tem um elevado poder de compra; restaurantes e discotecas de elevado luxo e carros de ultima geração. Em contrapartida, num universo de 16 milhões de habitantes, 68% da população vive abaixo do limiar da pobreza, sendo 2 dólares por dia o que ganham mais de dois terços da população, atingindo o desemprego uma taxa de 40%; os bairros degradados são autênticas colmeias e a esperança media de vida está nos 42 anos e a mortalidade infantil é das piores do Mundo, morrendo antes dos cincos anos cerca de um quarto das crianças. E é preciso lembrar que Angola é presentemente o maior produtor de petróleo em África.
Luanda tem crescido e vai continuar a crescer como um importante centro de negócios, empurrando os pobres para a periferia, com o fito da construção de condomínios privados.
Só me pergunto: Onde foram parar os ideais que impulsionaram os povos de Angola à luta armada contra o colonialismo? E que fizeram os governos do M.P.L.A., no poder há 33 anos, para emancipar esses mesmos povos, congregando-os numa nação una, proporcionando-lhe condições dignas de vida, económica e social?
Nada se pode esperar de quem andou na mata a combater e chegado ao poder subverte toda a esperança de um povo, tornando-se o seu algoz.
Um destes dias saberemos quem vai governar e daqui a mais uns anos veremos quais as reais transformações operadas e se elas beneficiaram os descamisados daquele que pode ser um grande país. Eu, por mim, continuo a não acreditar!