
A eventualidade do arquivamento do processo Freeport parece estar cada vez mais na ordem do dia, a julgar pela frequente divulgação dessa possibilidade nos órgãos de comunicação e, como onde há fumo há fogo, vamos esperar pelo seu epílogo, que será certamente aquele que se vislumbra e que nos deixará, mais uma vez, nesta enorme duvida de como funciona a justiça em Portugal.
São públicas as denúncias do Sindicato dos Magistrados, sobre a pressão que vem sendo exercida sobre Vítor Magalhães e Paes Faria, reforçadas pelo novo presidente do sindicato, João Palma, que considera as «incomportáveis pressões» feitas sobre os titulares do caso, admitindo mesmo levar o caso ao Presidente da Republica.
Entretanto, os investigadores, manifestam que só arquivarão o processo com ordens escritas da hierarquia, ou seja, da procuradora Cândida Almeida e do procurador-geral da Republica, Pinto Monteiro.
E parece que ninguém se entende neste caso (ou até entende e só nós, como sempre, é que não entendemos).
A tese do arquivamento que tem vindo a ser defendida que, para mal da democracia, da transparência da justiça e da honra, tudo indica, será o desfecho deste caso, a exemplo de tantos outros que escapam ao entendimento do cidadão comum, é contrariada pelos investigadores da Policia Judiciária de Setúbal, dado que é convicção destes a necessidade de aprofundar o caso, mormente na pista do dinheiro. Existem elementos por informação da banca que implicam o premente esclarecimento das actividades de uma empresa, na qual a mãe de José Sócrates é uma das fundadoras, conjuntamente com José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo do primeiro-ministro, e um cidadão inglês de origem indiana, Matt Merzougui.
Os Contornos deste caso são por demais dúbios para que não se justifique o seu previsível arquivamento, pelo que se espera que a justiça funcione e que o final deste filme não seja á boa maneira do “Farwest”, em que o “rapaz” morre e a “rapariga” casa com o cavalo!