terça-feira, 30 de setembro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
Resposta ao comentário - Emigração vs Imigração: - Duas faces da mesma moeda

Diz-me o amigo Vitorino Batalim que «tenho visto de tudo, mas um blog cujo autor censura os comentários, nunca imaginaria» porque, na sua opinião, que eu muito respeito, de duas uma; «ou os comentários são livres ou se bloqueiam de vez». Acredito que já tenha visto de tudo mas, contudo, não acredito que já tenha mesmo visto TUDO.sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Fernando Nobre, Presidente da AMI - Um homem nobre!
CITAÇÕES
«Pessoalmente, acredito que todos nascemos com alguns pressupostos e, depois, ao longo da vida, vamos sendo marcados por um caminhar que fazemos».
«Somos todos fruto do acaso mas também determinamos o nosso destino».
«Há coisas que já percebi e outras não. Há uma essencial - o ser humano anda à procura de alguém a quem amar. de ter uma vida digna, ver os filhos crescer com saúde e viver em paz. Depois há uma pequena minoria que anda neste mundo em busca de poder e que, em nome disso, está disposta a tudo. Quanto a mim», são mecanismos cerebrais desviados».
«Entrámos no século XXI, mas lemos A República, de Platão, e percebemos que, em dois mil anos, o que aprendemos foi nada. Sem dúvida que vivemos melhor do que Luís XIV mas, em termos de inteligência, os espíritos luminosos da humanidade não conseguiram frutificar o seu exemplo».
«Penso que no nosso país temos demasiada cátedra - em Bruxelas eu era "apenas" o Sr. Nobre [...] A única vez em que fomos um país interventivo no panorama internacional foi sob a liderança de um homem extraordinário: o rei D. João II, que morreu aos quarenta anos, mas foi o nosso grande estadista. Depois dele (morreu em 1495) passámos a viver em regime de masturbação mental».
«Não sei se não vou acabar a minha vida a comer um prato de sopa. Penso muitas vezes nesse grande homem que foi Aristides de Sousa Mendes (cônsul de Portugal em Bordéus, à data da invasão da França, pelas tropas alemãs, na Primavera de 1940). Para defender os judeus na Segunda Guerra Mundial, morreu pobre e abandonado, a queimar móveis para se defender do frio. [....] Também já vi na ex-Jugoslávia cirurgiões cardíacos a viverem na rua. Se isso acontecer, espero encontrar um centro como o da AMI».
«Acho que tenho capacidade para ajudar alguém. Uma das minhas maiores preocupações é ir a um dos centros da AMI que já estão a trabalhar no nosso país a fornecer mais de mil almoços por dia. Mas há momentos em que penso que podia estar a tirar próstatas e rins, a ganhar umas massas e ir de férias. Não tenho nenhum cartão partidário nem quero ter [...] Nos hospitais em Bruxelas cheguei a fazer muitos bancos seguidos, de tal maneira que a minha primeira mulher levava ao hospital os meus filhos (ele com dois anos e ela com meses) para que eu os visse».
«Já tive vontade de responder à violência. Digo muitas vezes que isto só se resolve com metralhadora e confesso que tenho uma certa admiração pelo meu colega de profissão, Che Guevara. Nunca matei - espero nunca matar - , mas talvez fosse capaz disso se estivessem em causa coisas essenciais como a liberdade ou a segurança daqueles que amo. Quando vamos ao Chade, país produtor de petróleo com oitenta quilómetros de área, e percebemos que há tanta pobreza, o que podemos sentir? Na Palestina contrói-se um muro que separa famílias. Se para os visitar tivesse de ultrapassar várias barreiras, não sei quantas humilhações, não sei se não pegaria numa metralhadora. Se eu tivesse sido judeu no gueto de Varsóvia, não teria pegado numa arma para me defender?. É morrer ou matar. Os grandes pecados são a indiferença, a intolerância, o egoísmo feroz».
«Para apontar o dedo a um grande sacana que visse na rua, seria precisa imensa coragem porque as redes de poderosos estão muito bem estruturadas. Estamos numa sociedade que, como dizia o meu amigo Sá Machado, se parece com uma sala cheia de fezes em que toda a gente está em bicos de pés para manter a cabeça de fora».
«A ONU tem virtualidades e pontos fracos. As minhas criticas vão no sentido de algumas nomeações, a partir de determinado cargo, serem da responsabilidade de uma única grande potência [...] quando vejo uma casa no Ruanda ser paga a dez mil dólares mensais, quando vejo as mordomias atribuídas aos altos dignitários destas organizações, fico indignado. Há dramas que só foram possíveis porque a ONU não pôde ou não quis actuar [....] nos últimos anos, no Zaire, actual República do Congo, terão morrido cinco a sete milhões de pessoas na indiferença total. As Nações Unidas são o que os Estados querem que ela seja. O FMI é um país com direito de veto e ponto final».
«No Ruanda ou no Zaire houve casos gravíssimos. O que aconteceu ao povo angolano também é um escândalo. Mas não tenhamos dúvidas: para o Ocidente, morrerem dez milhões de negros representa o mesmo do que se morressem dez milhões de moscas».
VALADA - ESPAÇO DE BELEZA E TRADIÇÃO RURAL E PISCATÓRIA

Valada é uma das oito freguesias do Concelho do Cartaxo, sendo também uma das mais antigas. Segundo os historiadores foram os romanos os primeiros agricultores dos campos de Valada, no entanto, é durante o domínio árabe que aparecem os primeiros documentos fazendo referencia aos seus territórios úberos e ricos.
Com uma superficie de 42,3 km2 e tendo uma população apróximada de 1.200 habitantes, esta freguesia é composta pelas povoações de Porto de Muge, Reguengo e Palhota, para além da sede de freguesia que é Valada.
Valada tem como principal riqueza a agricultura, pois nos seus campos cultiva-se tomate, girassol, milho, trigo, melão e vinha. Desde tempos remotos e até hà poucos anos, também a pesca do sável teve um peso importante nesta freguesia.
O ex-libris da Freguesia é o rio Tejo, com o seu espaço envolvente de grande beleza, a sua praia fluvial, fluvina (marina), parque de merendas, etc. o que a torna um lugar de encontro, por excelência, dos forasteiros que a visitam.
Como património, Valada orgulha-se da sua igreja, datada do ano de 1211, no reinado de D. Afonso II. Perdendo parte da sua beleza, após a restauração executada em 1962, tendo como padroeira a Nossa Senhora da Expectação do Ó.
Em Porto de Muge existe a ponte D. Amélia, notavel obra de engenharia, inaugurada em 14 de Janeiro de 1904 por Sua Magestade o Rei D. Carlos. Esta ponte construida para o tráfego ferroviário, foi entretanto remodelada e adaptada para o tráfego rodoviário, fazendo a ligação das duas margens do rio, entre Porto de Muge e Muge.
A Palhota é uma aldeia tipica de pescadores, construida com casas de madeira, tipo palafitas, cuja origem se perde no tempo. Nesta aldeia chegou a viver Alves Redol, o grande escritor português que muito escreveu acerca do Tejo e das suas gentes.
Nas artes e no desporto, destaca-se o ciclista Alfredo Trindade, natural desta localidade, vencedor por duas vezes voltas da Portugal e também os cavaleiros tauromáquicos Dr. Fernando Salgueiro, o seu neto João Salgueiro e seu bisneto João Salgueiro da Costa.
Alguns dos desportos praticados no Tejo são a motonáutica, hoovercraft e canoagem, sendo ainda comum uma consideravel afluência de barcos de recreio que fundeiam ou atracam na sua fluvina, desfrutando desta beleza natural.
O clube local é o Ribatejano Futebol Clube Valadadense, detentor de um magnifico campo relvado e que milita nos campeonatos do INATEL.
Valada é um local de eleição para muitos veraneantes que se deliciam com tudo o que ela lhes tem para oferecer, sendo por isso constantes as romarias. Tem como festas tradicionais ou eventos regulares; a festa anual, a tradicional Quinta-Feira de Ascenção (espiga), o kilómetro de Valada, prova de carros antigos e provas de motonáutica a contar para o campeonato nacional da modalidade.
Destaca-se como sua especialidade gastronómica, o ensopado de enguias e o torricado.
UM LOCAL A VISITAR!

