domingo, 6 de setembro de 2009

JERÓNIMO DE SOUSA VS JOSÉ SOCRATES

Confesso que ainda nenhum dos debates me convenceu da sua utilidade e, tão pouco, acredito na sua eficácia para convencer o eleitorado em termos opcionais. O debate de hoje foi morno, com um Jerónimo francamente apagado, talvez por estar cansado da festa do Avante. A verdade é que não foram debatidas as questões de fundo, -o que cada um propõe relativamente ao futuro, que é o que nos importa, mas assiste-se, inegavelmente, a esta verdade inquestionável: Tudo o que cada um debita é francamente redutor e nota-se a preocupação de passar para o eleitorado, cada um à sua maneira, mas com o mesmo objectivo, que são uns "gajos" muito porreiros e todos gostam muito do povo e são os salvadores da pátria. Se debater o país é isto, estão a chover no molhado e não vão convencer ninguém, o que representa que estes debates são um autêntico desperdício em todos os sentidos. Não há pachorra!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

NÃO SEJA BURRO, COM O DEVIDO RESPEITO!


UM DEBATE QUE A ESQUERDA NUNCA FEZ

Como homem de esquerda e independente dos partidos desta área, como sempre fui, tenho votado no BE; - O que irei fazer mais uma vez!
Faço-o porque entendo que o BE se insere numa esquerda moderna e inteligente, que tem um projecto e que pode "refrescar" as ideias velhas deste país decadente.
Acho, tal como Louçã, que existem pontos convergentes entre o Bloco e o PCP, mas o que os separa são questões de fundo que não se podem escamotear. O PCP continua na sua linha dura, parecendo não se dar conta que o mundo se transformou e que os partidos de esquerda, sem deixar de o ser nem abandonar o essencial dos seus princípios, têm de se adaptar a novas realidades, prosseguindo seriamente os seus objectivos, lutar por eles e tentar congregar à sua volta o povo num projecto que seja aglutinador.
O PCP, esteve onde sempre esteve e esse tem sido o seu erro. Erro, não por continuar a estar mas, essencialmente, da forma como teima estar. Portugal não é a "União Soviética" nem nós somos bolcheviques e, fazendo parte desta Europa caduca onde há muito para fazer, quer queiramos ou não, a menos que mudemos de continente (o melhor seria a Lua para começar tudo do zero), não há que decalcar modelos de sociedade onde provadamente os resultados estiveram à vista.
Depois deste abalo telúrico, causado por mais uma crise mundial, mercê do crescimento tentacular de um capitalismo desenfreado e selvagem, urge implementar uma nova ordem económica e política. É nesse sentido que a esquerda se deve direccionar, unida inevitavelmente, superando as suas divergências para não ser destrunfada pelas direitas que sabem muito bem o que querem, a tal ponto que a luta em Portugal nem é entre as esquerdas e as direitas, senão entre toda a direita que se digladia entre si pela fruição do poder.
Como é possível que em 35 anos ainda não tenhamos percebido isto?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

NA CAÇA AO VOTO VALE TUDO

Bastou que o seu “Boss”, José Sócrates, ontem na Grande Entrevista, na RTP 1, tivesse confessado, com aquele ar angelical assumido à pressa e que já não convence ninguém, que se tinha portado mal com os professores, para que a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, venha a publico dizer que admite terem existido problemas de comunicação entre o Governo e a classe docente nos últimos quatro anos.
Imagine-se, quatro anos em que nem um nem outro se deram conta das suas “maldades” e como no próximo dia 27 não há chupa-chupas para todos, lá se resolveram a confessar as suas traquinices, tentado evitar o castigo. Doçura ou travessura? – Andaram eles durante este tempo todo a fazer travessuras e só agora se lembraram que quem lhes dá os doces, está muito zangado.
José Sócrates faz-me lembrar aqueles meninos mentirosos, compulsivos, de que tanto mentir se convencem de que falam verdade e, mais grave, arrastando outros nessas mesmas mentiras.
Será que José Sócrates, e já nem falo dos seus ministros e outros acólitos, pensa que os professores são uma cambada de energúmenos e que o povo é uma pileca que ele pode montar de qualquer maneira e feitio?
Este 1º ministro “metamorfoseou-se” convencido de que um lobo se pode transformar em cordeiro, mas tenhamos presente a fábula de La Fontaine.