quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O MERCADO DE ACÇÕES NUMA OUTRA VERSÃO - Enviada por E.mail por: Fernando A.A. Silva - Lisboa - Portugal

Estava-se no Outono e, os Indios de uma reserva americana perguntaram ao novo Chefe se o Inverno iria ser muito rigoroso ou se, pelo contrário, poderia ser mais suave. Tratando-se de um Chefe Indio mas da era moderna, ele não conseguia interpretar os sinais que lhe permitissem prever o tempo, no entanto, para não correr muitos riscos, foi dizendo que sim senhor, deveriam estar preparados e cortar a lenha suficiente para aguentar um Inverno frio.
Mas como também era um lider prático e preocupado, alguns dias depois teve uma ideia. Dirigiu-se à cabine telefónica pública, ligou para o Serviço Meteorológico Nacional e perguntou: "O próximo Inverno vai ser frio?" -"Parece que na realidade este Inverno vai ser mesmo frio" respondeu o meteorologista de serviço.
O Chefe voltou para o seu povo e mandou que cortassem mais lenha. Uma semana mais tarde, voltou a falar para o Serviço Meteorológico: "Vai ser um Inverno muito frio?" "Sim," responderam novamente do outro lado, "O Inverno vai ser mesmo muito frio".
Mais uma vez o Chefe voltou para o seu povo e mandou que apanhassem toda a lenha que pudessem sem desperdiçar sequer as pequenas cavacas. Duas semanas mais tarde voltou a falar para o Serviço Meteorológico Nacional: "Vocês têm a certeza que este Inverno vai ser mesmo muito frio?" "Absolutamente" respondeu o homem "Vai ser um dos Invernos mais frios de sempre."
"Como podem ter tanto a certeza?" perguntou o Chefe. O meteorologista respondeu "Os Indios estão a aprovisionar lenha que parecem uns doidos."
É assim que funciona o mercado de acções.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A CRISE ECONÓMICA NA OPINIÃO MUNDIAL

Entenda a crise financeira DE VERDADE
DESIQUILIBRIOS ESTRUTURAIS DO CAPITALISMO ACTUAL
06-Out-2008
A actual crise económico-financeira internacional insere-se no marco de um ciclo longo recessivo, do qual o capitalismo não conseguiu sair desde o seu início, em meados da década de 70 do século passado. Sem essa inserção, fica difícil a apreensão do carácter dessa crise, das consequências que pode produzir e do cenário que deve surgir depois dela.Por Emir Sader, publicado originalmente no Brasil de Fato.
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A DUPLA CRISE EUROPEIA: FINANCEIRA E DEMOCRÁTICA
07-Out-2008
A crise financeira atingiu a Europa, apesar dos discursos que, desde há um ano, pretendiam tranquilizar, mas que revelavam uma total cegueira sobre as suas causas e amplitude. A integração financeira atingiu um tal grau que todos os bancos e instituições financeiras foram envolvidos na bolha imobiliária e participaram na especulação sobre títulos hipotecários. A economia real é agora afectada, pois vários países membros da UE entraram em recessão. Artigo publicado por Attac França.
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DE ONDE SAIRÁ O DINHEIRO PARA SALVAR OS RICOS E OS BANCOS?
06-Out-2008
Uma das questões que mais chama a atenção dos cidadãos comuns é de onde vai sair ou de onde estão a sair as centenas e centenas de milhares de milhões de dólares que os bancos centrais e o tesouro norte-americano estão a pôr à disposição dos bancos. Artigo do economista Juan Torres López, publicado a 3 de Outubro de 2008 em Fundación Sistema
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PLANO PAULSON NÃO EVITA RECESSÃO NOS EUA
04-Out-2008
Para o economista James Galbraith, o plano de socorro nos EUA só empurra o problema para o próximo presidente. Para ele, "o que acontece aqui não é socialismo, mas um acto de tentar salvar um grupo de pessoas culpado de actos muito prejudiciais".
Por Sérgio Dávila, da Folha de S. Paulo , publicado no blogue Outra Política
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BOLSAS: MAIS UMA SEGUNDA FEIRA EM PÂNICO
06-Out-2008
As bolsas caíram drasticamente na segunda-feira em todo o mundo. Wall Street chegou a viver momentos de pânico, com uma queda de 8% no índice Dow Jones, mas recuperou um pouco e fechou com queda de 3,5%. Em Lisboa, o índice PSI 20 caiu 10%, a sua maior queda de sempre. As quedas na Europa - Londres caiu 7,8%; Frankfurt perdeu 7% Paris teve uma queda de 9% - reflectem o temor de novas falências no sistema bancário e também o receio dos impactos da crise financeira.
Na opinião de um estratega do Royal Bank of Canada, ouvido pelo New York Times, o plano de resgate "é uma solução de mais longo prazo; vai ajudar, quando as coisas acalmarem", disse. Mas para já, as coisas não estão nada calmas. Agora, o fogo parece estar fora de controlo."
As bolsas europeias caíram todas significativamente: em Londres o índice Footsie caiu 7,85%; o Dax na Alemanha caiu 7,07%; o Ibex em Espanha caiu 6,06%, o CAC-40 em França 9,04%, o Aex em Amsterdão 9,14%.
O índice europeu que abrange as 50 principais empresas europeias, o Stoxx50 baixou 7,41%.
O Banco Central Europeu fez nesta segunda-feira nova injecção de 50 mil milhões de dólares, tal como já tinha acontecido na sexta-feira passada.
A tendência de queda fez-se também sentir na Ásia com quedas superiores a 4%, tendência de queda que também se faz sentir em Nova Iorque.
Na Europa, os analistas apontam como razão imediata para as quedas os receios do impacto da crise financeira no continente europeu e igualmente o temor de falências no sistema bancário, perante o que se passou nos últimos dias com a necessidade de intervenção de diversos governos para salvar bancos como o Hypo Real Estate, o Fortis e o Dexia.
O governo alemão anunciou o "compromisso político" de garantir os depósitos nos bancos do país, enquanto a Dinamarca passou a garantir todos os depósitos integralmente e a Suécia decidiu aumentar de forma substancial as quantias seguradas.
Na semana passada, os governos da Irlanda e da Grécia já tinham anunciado garantias integrais aos depósitos.
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FMI PREVÊ PARA PORTUGAL ESTAGNAÇÃO E CRESCIMENTO DO DESEMPREGO
06-Out-2008
O FMI reviu em baixa as previsões para Portugal, apontando para a estagnação da economia e para o aumento do desemprego em 2009. As previsões daquela instituição apontam que o PIB de Portugal cresça em 2008 0,7% e que em 2009 apenas 0,6%, quanto ao desemprego as previsões do FMI apontam para 7,6% em 2008 e 7,8% em 2009. Em Julho passado as previsões do FMI apontavam para um crescimento do PIB de 1,3% em 2008 e 1% em 2009.
Em relatório tornado público na passada Sexta feira, o FMI prevê um agravamento da situação económica portuguesa. Além da estagnação económica, o FMI prevê ainda o agravamento do défice externo e o aumento do desemprego para 2009.
Segundo as previsões daquela instituição monetária internacional, o défice externo deverá aumentar. Em 2007 o défice da balança de transacções correntes deverá ter sido de cerca de 8,6% do PIB, deverá aumenta
r em 2008 para 10,7% e em 2009 para 11,4%.
No relatório os economistas do FMI alertam para as vulnerabilidades da banca portuguesa. Segundo eles, de acordo com a análise que fizeram às contas das empresas, o crédito mal parado das empresas poderá triplicar, afectando o sector financeiro. Os economistas do FMI salientam que os bancos "podem vir a precisar de reforçar as suas posições de capital" e que a dependência dos bancos portugueses em relação aos mercados internacionais pode aumentar os "riscos de liquidez".

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ORA AGORA FALAS TU, ORA AGORA FALO EU (4)

O QUE SE DISSE FOI QUE um toxicodependente entrou nas instalações da D.C.C.B. – Direcção Central de Combate ao Banditismo e, sem sequer saber onde se encontrava, furtou três computadores e duas pistolas que se encontravam numa gaveta. Tendo sido capturado passadas algumas horas por ter deixado pistas suficientes para levarem à sua rápida detenção, foi apresentado ao Juiz de Instrução Criminal que confirmou a sua prisão preventiva.

E O QUE EU DIGO É QUE por distracção, ou não, a verdade é que a D.C.C.B. foi assaltada e, de imediato, o que se poderia sacar desta ocorrência é não só a inexistência de um sistema de vigilância que dissuadisse possíveis assaltantes, mas também não haver, ao que parece, nenhum outro tipo de segurança pessoal, o que decerto evitaria esta situação ridícula e que dá para pensar. E dá para pensar não apenas pelo que disse até aqui, porque tendo a Policia Judiciaria considerado tratar-se de um crime qualificado, atendendo à natureza das instalações assaltadas, o toxicodependente foi apresentado ao Juiz de Instrução que decidiu a mais gravosa das medidas de coacção; - prisão preventiva até julgamento.
E não é esta medida que ponho em causa, nada disso, mas pergunto: - se é realmente gravoso assaltar as instalações da D.C.C.B, onde é praticado um delito sem existência de violência, não será muito mais grave um indivíduo matar outro, dentro de uma esquadra, também uma instalação policial, diante dos agentes de serviço, e o Juiz limitar-se à aplicação da coacção mais leve que é a de termo de identidade e residência?
Se não estou, nem de longe nem de perto, a questionar da justeza da medida que foi entendida pelo Juiz aplicar no caso da C.C.D.B., não posso evitar a estranheza da leve medida aplicada no outro caso e, com o maior respeito por todos os juízes e pelas suas decisões, não posso deixar de me interrogar se todas estas discrepâncias têm a ver somente com os novos Códigos Penal e do Processo Penal, do qual sou acérrimo defensor das alterações necessárias a uma melhor aplicação da justiça, mas se não terá havido aqui dois pesos e duas medidas, em dois casos só comparáveis quanto ao facto de ambas as acções terem ocorrido em instalações policiais, mas totalmente diferentes no desfecho, cuja gravidade não tem paralelo. Sendo totalmente adverso a qualquer acto delituoso não posso deixar de questionar, agora sim, como é possivel que seja mais penalizador um crime contra o património do que um crime contra a vida?

ORA AGORA FALAS TU, ORA AGORA FALO EU (3)

O QUE SE DISSE FOI QUE a União Europeia aguenta a banca Portuguesa. – As instituições financeiras nacionais, pediram à autoridade monetária, Banco Central Europeu, 5,5 mil milhões de euros no último ano, contra 234 milhões no ano anterior.
O BdP - Banco de Portugal, segundo o seu ultimo boletim estatístico, a cedência de liquidez à instituições financeiras que trabalham no nosso país subiu 23 vezes desde o principio do ano e, a verdade, é que os bancos portugueses já não conseguem viver sem ajuda de Jean Claude Trichet, presidente do B.C.E..

O QUE EU DIGO É QUE, escamoteando toda esta realidade e prosseguindo na senda de manter este país em “banho-maria”, José Sócrates veio aos meios de comunicação social, como sempre, com pezinhos de lã, «tranquilizar o país quanto às suas poupanças» (!?), afirmando mesmo que «o sistema financeiro português tem mostrado boa resistência e estar de boa saúde».
Mas o que o Primeiro-Ministro não disse, deliberadamente, também como sempre, é se Portugal está ou não minimamente preparado para minimizar os efeitos colaterais desta depressão, e as declarações do Ministro da Economia não auguram nada de bom nesse sentido, assim como não disse a que portugueses se dirigia com a suas demagogas palavras tranquilizadoras, porque para a maioria dos cidadãos deste país não foi, com certeza! - porque os portugueses estão cada vez mais pobres, não lhes chegando o dinheiro para (sobre)viver, quanto mais para aforrar.
Poderá, isso sim, ter tentando tranquilizar uns quantos privilegiados, e são mais que muitos, onde ele próprio se inclui, todos eles talvez mais assustados, porque a nós, a quem este e outros governos só faltou tirar a camisa já não temos razões para ficar em pânico. É que já estamos há muito tempo.
E Sócrates sabe muito bem não poder dar essa garantia de barato, porque só o evoluir da situação de crise nos Estados Unidos irá ditar, inevitavelmente, o que se irá passar no futuro próximo, com todas as consequências e repercussões nas economias mundiais. E em Portugal, que tem sido sempre o país do deixa andar, logo se vê, a economia não cresceu como nos restantes países europeus o que agora nos coloca numa posição de grandes dificuldades. Grandes de mais para que Sócrates venha tentar tapar o sol com uma peneira, só faltando afirmar que Portugal, com ou sem Alice, é mesmo o “País das Maravilhas